NOVA PORTEIRINHA E OUTRAS CIDADES DA SERRA GERAL GANHAM BARRACAS PADRONIZADAS PARA A AGRICULTURA FAMILIAR

NOVA PORTEIRINHA – Através do Consórcio União da Serra Geral (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da região da Serra Geral de Minas), atualmente presidido pelo prefeito de Nova Porteirinha, Juracy Fagundes Jácome, foram adquiridas barracas de lona e kits de apoio para a comercialização de produtos oriundos da agricultura familiar regional, visando promover o desenvolvimento das feiras agroecológicas, a partir de implementação da infraestrutura básica de funcionamento das mesmas.

No total, 256 barracas estão sendo distribuídas para os municípios que compõem esta parte do Estado e estão devidamente filiados e cadastrados junto ao Consórcio. Deste total, cerca de 100 delas já foram, inclusive, entregues. Trata-se de um projeto via Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), objetivando o fortalecimento da agricultura familiar.

As feiras agroecológicas constituem um diferencial de oferta de produtos oriundos da agricultura familiar com grande potencial de comercialização. Os 16 municípios pertencentes ao Território da Cidadania Serra Geral já possuem esta iniciativa e muitas vezes comercializam seus produtos de forma inadequada (no chão, sobre lonas), causando perda da qualidade destes produtos. Daí a iniciativa do Consórcio União da Serra Geral em buscar a adequação destes espaços.

Segundo Horácio Cristo Barbosa, superintendente do Consórcio, a estrutura física destas barracas, bem como os itens que a compõe, de suporte e comercialização, como caixas, balança de precisão e lixeiras para o recolhimento do lixo orgânico, servem para consolidar estes empreendimentos, gerando emprego e renda aos agricultores, promovendo a segurança alimentar e nutricional tão buscada na atualidade.

Esta implementação foi aprovada dentro do Colegiado territorial já há algum tempo, porém, devido a cortes orçamentários não fora contemplado, o que aconteceu agora. Este projeto encontra se diretamente vinculado ao Plano Brasil Sem Miséria, ofertando a possibilidade de comercialização dos excedentes de produção, a partir da organização destes.

Horácio destaca ainda, os diferentes impactos positivos da base agroecológica, com preocupação prioritária frente ao uso adequado dos recursos naturais, sem uso de produtos químicos em sua produção. Para as questões econômicas, estima-se na região que cada família feirante de produtos agroecológicos chega a comercializar por mês o equivalente a dois salários mínimos. E, no que tange as questões sociais, a inclusão dos jovens e mulheres na perspectiva de empreendimento rural tem sido fortalecido.

​“Acredito que este incentivo poderá promover um destaque territorial de forma coletiva, que irá fortalecer a política territorial e o capital social que tem sido construído ao longo destes anos”, atesta o presidente do Consórcio, prefeito Juracy Jácome. (Fonte: Fernando Lucas/Jornal da Serra Geral)